Havia uma falta de direitos naquele inferno e nas tuas mãos enquanto me roubavas,
e me roubaste conto por conto, teus lábios soltos, gelados, amargos, naquela ocasião me espreitava os pés, eu dei-te tudo, e já não tinha nada antes de dar-te.
e me roubaste conto por conto, teus lábios soltos, gelados, amargos, naquela ocasião me espreitava os pés, eu dei-te tudo, e já não tinha nada antes de dar-te.
Olhava-me com certo horror não sabia que sou essa coisa descontinuada e morta,
afixada nas pontas dos dedos com a barriga tocando o vão, ontem os arredores de minha alma
interrogavam-me sobre as partilhas se eram de boas idas.
interrogavam-me sobre as partilhas se eram de boas idas.
Nota: Tratava-se do meu corpo quando me alertaram das dores?
Desculpe-me, eu estava sonhando.
- Conta logo anjo! Conta logo!
Contei-te tudo estrela, tudo. Teus dedos suplicantes em meu pescoço enraizados, machucando a carne, o sangue que te nutria agora estava causando-me dores.
- Vai anjo, conta!
Contei-te tudo estrela, tudo. Teus dedos suplicantes em meu pescoço enraizados, machucando a carne, o sangue que te nutria agora estava causando-me dores.
- Vai anjo, conta!
Deixava uma saliva escapar com muito custo, perturbada
- Conta louca! Conta!
fechei meus olhos por puro extinto. (tola, de um olho aberto, lábios soltos, rosto rígido, enlaçada contra a parede por olhos aturdidos, loucos.)
Chegaste afobado a esses odores de correria, chegaste sem pai nem mãe sem vergonha na cara suja, cravaste a mão dormente em minha boca.- Conta louca! Conta!
Nota: Tratava-se do meu corpo?
Não me interrogaram a tempo, eu disse que aceitava ser feliz!
Pensava que os arredores de minha alma se comportariam e que meus músculos suportariam minhas pernas.
Não me interrogaram a tempo, eu disse que aceitava ser feliz!
Pensava que os arredores de minha alma se comportariam e que meus músculos suportariam minhas pernas.
Cuidado! Tem um pedaço do meu corpo aí. “Boa noite”
Os lábios me cuspiam sem querer, contei-te tudo enquanto nessa ocasião me matava com palavras.
Contei-te tudo “os meus olhos dos teus adormecem”.
Contei-te tudo pelos tubos, pelas artérias, pelas unhas, pelos pés, pelo cuspe nasci/cresci/morri.
Estou gorda de tua alma que entra e dorme, e grita-me a emagrecer-me.
-Contei-te tudo, estrela.

Me fascina esta menina, como num mundo desconhecido. Queria ter a ela reflexo de criatividade, mas é misterioso, e demais encantador ser diferente. E sua poesia assim és. Fascinante.
ResponderExcluirDesculpe-me, eu estava sonhando.
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